terça-feira, 4 de novembro de 2008

Itaú e Unibanco



Banco Itaú S.A.

O Banco Itaú S.A., sediado em São Paulo, é o braço do Itaú Holding voltado ao setor de varejo, oferecendo serviços de finanças e seguros a mais de 12,4 milhões de pessoas físicas e pequenas empresas. O conjunto de empresas do conglomerado é denominado Grupo Itausa, que é o nome de uma holding que tem o controle acionário de parte das empresas.


Fundado em 1945, o Itaú se tornou o maior banco do hemisfério sul em 3 de novembro de 2008 após anunciar a fusão com o Unibanco.


Sede: São Paulo/SP

Fundada em: 1945

Slogan: Feito para você

Indústria: Banco de varejo


Produtos: Serviços bancários


História

O Banco Itaú propriamente dito foi fundado em 1944, na cidade de Itaú de Minas na época município de Pratápolis, Minas Gerais, mas a história oficial do banco começa em 30 de dezembro de 1943, quando Alfredo Egídio de Sousa Aranha fundou, na cidade de São Paulo, o Banco Central de Crédito. Ainda assim, considera-se o ano de 1945 como o primeiro ano de funcionamento do banco, pois ele só foi autorizado a operar em 1944. Assim, a primeira agência do Banco Central de Crédito foi aberta em 2 de janeiro de 1945.

A pedido do governo federal, o Banco Central de Crédito mudou de nome, em 1952, para Banco Federal de Crédito. Mais tarde, o governo federal usaria o termo "Banco Central" como nome de sua autoridade monetária principal.

Os anos 60 e 70 foram marcados por diversas incorporações, fusões e aquisições, que proporcionaram um rápido crescimento ao banco. A primeira aquisição foi a do Banco Paulista de Comércio, em 1961. Houve a fusão dos bancos União de Crédito e o Itaú América.

Em 1973, após outras mudanças de nome, o banco passa a se chamar apenas Banco Itaú, e foi adotado um logotipo idêntico ao atual, porém em preto e branco (Itaú, em tupi-guarani, significa pedra escura). Em 1974, foi criada a Itaúsa - Investimentos Itaú, holding que detém controle acionário do banco e de outras empresas.

A partir de meados dos anos 1990, o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso iniciou o processo de privatização de bancos estatais, o qual, juntamente com outras aquisições de empresas privadas do setor bancário e correlatas (como de seguros) alavancaram enormemente a expansão do Itaú na última década. Nesse período, o Itaú adquiriu o Banco Banerj S.A (junho de 1997), Bemge - Banco do Estado de Minas Gerais S.A (1998), o Banestado - Banco do Estado do Paraná S.A. (outubro de 2000) e o BEG - Banco do Estado de Goiás S.A. (2001).

O Bemge foi uma transação de R$ 583 milhões. A instituição adquirida possuía ativos bons de R$ 3,2 milhões e quase um milhão de clientes. No Banestado, o preço de aquisição, com pagamento à vista, foi de R$ 1,6 bilhões, correspondendo a um ágio de 303% sobre o preço mínimo fixado para o leilão. Em retorno, o Itaú levou, além da complementaridade de atividades financeiras, um ativo de R$ 6,6 milhões, mais 239 agências e 551 mil clientes. O BEG, com ativos totais de R$ 1,3 bilhões e 420 mil clientes, foi comprado por R$ 665 milhões. Na época, o estado de Goiás estava em franco crescimento, principalmente na área agroindustrial. Além disso, a transação rendeu ao Itaú um acréscimo de 149 agências, incluindo postos de atendimento, no estado de Goiás, região em que a instituição tinha pouca presença.

Entre estes negócios, também o Banco Itaú fez um movimento inverso à desnacionalização que ocorria no setor bancário na época, comprando bancos estrangeiros, além de representar uma estratégia de marketing para atender a um público (nicho) específico. Em 1995, foi o BFB – Banco Francês e Brasileiro, do qual herdou a marca Personnalitè – que funciona como uma unidade de Private Banking.

Em 1998, a compra do Banco Del Buen Ayre, incorporado ao Itaú Argentina, atual Itaú Buen Ayre, reforçou a atuação do Itaú Holding Financeria no Mercosul.

Em dezembro de 2002, houve a aquisição de 96% do antigo Banco BBA-Creditanstalt (que tinha como sócio minoritário um grupo austríaco) por R$ 3,3 bilhões, liquidada financeiramente em fevereiro de 2003 – levando junto os R$ 7 bilhões de ativos da financeira Fináustria. A maior parte do “prêmio” (ou “ágio, ou “sobrepreço” sobre o valor patrimonial) pago na aquisição foi exatamente pela Fináustria, já que o prêmio num banco de atacado é pequeno, porque este não tem agências, clientes cativos e marcas fortes. Mais precisamente, o preço pago pela Fináustria foi de três vezes o seu patrimônio líquido, cerca de R$ 650 milhões. Pelo banco de atacado, foi de 1,3 vezes o seu patrimônio líquido, ou cerca de R$ 1,85 bilhões. A tesouraria custou pouco mais de R$ 100 milhões. O novo Itaú BBA opera com alguma independência do Banco Itaú.

Também como resultado da aquisição das atividades brasileiras de Private Banking do centenário grupo britânico Lloyds TSB no segundo semestre de 2001, e do canadense Banco Brascan no primeiro semestre de 2002, os clientes pessoa física do Lloyds TSB e do Banco Brascan são agora atendidos pelo Itaú Private Bank.

Em março de 2003, em outra ação estratégica de marketing para atender a um público (nicho) específico, a holding Itausa fez a aquisição de 99,99% do capital do Banco Fiat. A compra foi realizada por intermédio do Banco Itaú junto a Fiat, e custou R$ 897 milhões, valor que representa um ágio (“prêmio”) de R$ 462 milhões ou 1,06 vezes o valor do patrimônio líquido da instituição. A operação incluiu outros elementos de Planejamento Estratégico e de Marketing, como a exclusividade de 10 anos no Brasil para a realização dos financiamentos e leasing de veículos novos em todas as promoções organizadas pela montadora Fiat e na comercialização de quotas do consórcio com a marca Fiat, para consumidores finais. A associação também permitirá que o Itaú forneça serviços financeiros aos atuais e futuros clientes do Banco Fiat e à sua rede de concessionárias para a contratação de financiamentos de veículos, além de utilizar marca Fiat nesse tipo de operação.

Até o ano de 2003, o Banco Itaú S.A. controlava todas as operações brasileiras do Grupo Itaúsa na área financeira. Visando uma melhor organização do conglomerado, em novembro de 2002 teve início uma reforma societária, que passaria o controle acionário para o Banco Itaú Holding Financeira. Assim, o Banco Itaú passou a ser uma subsidiária do Itaú Holding, que controla também o Itaú BBA e Itaucred.

No ano de 2004, foi criada a financeira Taií (controlada pela Itaucred), oferecendo serviços de crédito a pessoas e baixa renda e atuando junto a grandes grupos varejistas (CBD e Americanas), com operações de cartões de crédito.

A parceria está programada para durar 20 anos, mas esse prazo poderá ser prorrogado, dependendo dos resultados. O capital inicial da financeira foi de R$ 150 milhões, sendo cada sócio[ responsável por R$ 75 milhões. Mas o investimento total do Grupo Itaúsa somará R$ 455 milhões, se for incluso o valor do ágio de R$ 380 milhões a ser pago pelo Itaú ao CBD-Pão de Açúcar em até cinco anos, após o cumprimento das metas definidas para a nova empresa.

Em dezembro de 2004, o Itaú e o Banco BMG, de Minas Gerais, instituição de médio porte que compõe um grupo empresarial da família Pentagna Guimarães fecharam uma parceria para a cessão de créditos da carteira de empréstimo consignado a pessoas físicas. O acordo prevê uma liberação mínima de R$ 1,5 bilhão para clientes do Banco BMG num prazo de 36 meses.

Em março de 2005, Banco Itaú e as Lojas Americanas S.A. (“LASA”) anunciam associação com o objetivo da criação de nova instituição financeira. A nova sociedade adquiriu a promotora de vendas das Lojas Americanas, a Facilita Serviços e Propaganda S.A. (“Facilita”), e sua estratégia é permitir a ampliação e aprimoramento da atual oferta de serviços e produtos financeiros no nicho representado pelos clientes das Lojas Americanas, tais como: Cartões Private Label, cartões de crédito com bandeiras de ampla aceitação; crédito direto ao consumidor, empréstimo pessoal, seguros, garantia estendida e outros, notadamente nas classes sociais C e D. A partir de abril de 2006, a marca da financeira Taií também foi colocada no negócio com as Lojas Americanas. Com pouco mais de um ano de existência, a Taií já possuía ao final de 2006 cerca de 4,5 milhões de clientes e 693 pontos de venda, dos quais 154 eram próprios e o restante instalado em áreas da rede CBD, como o Pão de Açúcar, e das Lojas Americanas.

Em dezembro de 2005, o Banco Itaú prosseguiu com as ações estratégicas para o nicho de funcionários públicos e adquiriu através de licitação pública a prestação de serviço de pagamento a servidores ativos e inativos do governo de Alagoas, para um período de cinco anos. O montante mensal de pagamentos é de aproximadamente R$ 90 milhões e inclui pagamento a fornecedores e credores do estado, centralização da arrecadação de todas as receitas estaduais, além da consignação em folha de pagamento. O negócio foi feito com pagamento à vista de R$ 68,1 milhões, superior ao preço mínimo de R$ 42 milhões, fruto da disputa na licitação. Com essa operação, o Banco Itaú terá aumento de 63,8 mil clientes de Alagoas, sendo que 74% estão concentrados em Maceió. Com isso, o Itaú quadruplica a sua base de clientes no estado. Esse pagamento será registrado como "Despesa Antecipada" e reconhecido no resultado no prazo da vigência do contrato. A operação representou também a ampliação dos negócios na Região Nordeste do Brasil, sua rede de atendimento em Maceió, atingindo também todas as regiões de Alagoas com novos pontos de atendimento nas oito principais cidades do interior.

Em maio de 2006, o Grupo Itaúsa comprou, por 2,2 bilhões de dólares, as operações do BankBoston (subsidiário do Bank of America no Brasil, com opção para adquirir as operações do Chile e Uruguai). Os 203 mil correntistas do BankBoston do Brasil serão integrados ao Itaú Personnalité.

O negócio foi efetivado com o pagamento por meio de 68,5 milhões de ações preferenciais do banco. A transação, avaliada em R$ 4,5 bilhões (US$ 2,173 bilhões), dará ao Bank of America (BofA), controlador do BankBoston, participação de 5,8% no capital total do Itaú. A clientela foi incorporada ao Itaú Personnalité.

O grupo Itausa ainda exerceu, no terceiro trimestre de 2006, a opção de adquirir as unidades do BankBoston no Chile e no Uruguai e outros ativos relacionados a clientes da América Latina - inclusive a unidade de Private Banking de Miami. Exercida a opção, a participação do grupo BofA no Banco Itaú subiu para cerca de 7,8%. O valor do negócio com esses ativos na América do Sul (R$ 1,5 bilhão - US$ 700 milhões na época), elevou o montante total do negócio para R$ 6 bilhões (cerca de US$ 2,9 bilhões, ao câmbio médio do período).

No quarto trimestre de 2006, foi vez de ser fechada a compra do Private Banking do BankBoston, que pertenciam ao Bank of America Corporation (BAC), por US$ 155 milhões. Com a operação, o Itaú agrega 5,5 mil clientes, 200 funcionários especializados e US$ 3,666 bilhões em ativos, dobrando a carteira de private banking no exterior. A operação será paga em dinheiro. O valor de US$ 155 milhões incluiu parcela de US$ 100 milhões do patrimônio líquido de duas empresas. A maior delas foi o BankBoston International, banco com sede em Miami, exclusivo para não-residentes, com US$ 2,541 bilhões em ativos; e o BankBoston Trust Company Limited, com sede em Nassau, capital das Bahamas, com US$ 1,125 bilhão em ativos. Os bancos foram comprados pela subsidiária européia da holding do Itaú, a Itaúsa - Investimentos Itaú S.A., o Banco Itaú Europa (BIE), sediado em Portugal, e sua subsidiária, Banco Itaú Europa Luxembourg. O Itaú Private Bank já tem um US$ 19 bilhões em ativos sob gestão, dos quais US$ 8 bilhões custodiados na Europa e nos Estados Unidos.

No primeiro semestre de 2006, conforme noticiado no Jornal O Globo, o Itaú conseguiu superar o Banco Bradesco e obteve o maior lucro já obtido no país nos últimos vinte anos. "O lucro líquido acumulado de janeiro a junho chegou a R$ 4,016 bilhões, 35,7% acima dos R$ 2,958 bilhões dos primeiros seis meses de 2006 e também superior aos R$ 4,007 bilhões anunciados na véspera pelo Bradesco, líder no ranking de bancos do país".[2]

Em Outubro de 2008 , assina contrato milionário com a Confederação Brasileira de Futebol para patrocinar a Seleção Brasileira de Futebol até 2014 , ano em que o Brasil sediará a Copa do Mundo da FIFA. Segundo o jornal Folha de São Paulo , o banco Itaú negocia com a FIFA para ser o patrocinador da Copa do Mundo de 2014 , assim como acontece.


Agência do Banco Itaú de Caruaru/PE, com identidade antiga.











Agência do Banco Itaú do Rio de Janeiro/RJ com identidade nova.













Fusão

No dia 3 de novembro de 2008, o banco Itaú e o Unibanco anunciam a fusão de suas operações financeiras, formando assim a maior instituição bancária privada do Brasil e do hemisfério sul, figurando entre as vinte maiores do mundo.

A fusão, como anunciada pelos próprios banqueiros, foi nomeada de Itaú Unibanco Holding S.A.

Serviços e segmentação

Itaú

É o segmento de varejo do banco, o de maior visibilidade, oferecendo serviços de conta corrente, poupança, cheques especiais, empréstimos pessoais e ao consumidor, cartões de crédito, seguro de residência, vida e acidentes, financiamento de automóveis, planos de previdência privada, administração de ativos e planos de capitalização para pessoas físicas.

Itaú Personnalité

Um dos pioneiros em seu segmento no Brasil oferece atendimento personalizado a pessoas físicas que desejam ter assessoria financeira, com renda mensal mínima de R$ 5.000 ou volume de negócios superior a R$ 50.000. Seus serviços abrangem ações, produtos financeiros, fundos, previdência, crédito e seguros.

De acordo com o Relatório Anual de 2005 do banco, o Itaú Personnalité tem 200 mil clientes e conta com 85 agências exclusivas e 6 salas de atendimento em agências Itaú. Esse número, porém, deve ter aumento expressivo em 2006, com a incorporação do BankBoston do Brasil ao Itaú Personnalité. Os correntistas também podem utilizar toda a rede de agências e caixas eletrônicos do Itaú.

A marca Personnalité surgiu em 1987, como nome de uma linha de atendimento exclusivo à "clientela particular" do Banco Francês e Brasileiro (BFB), que operava desde 1987. O BFB foi adquirido pelo Itaú em 1995, dando origem ao Itaú Personnalité.

O slogan do Itaú Personnalité é "perfeito para você", uma adaptação do slogan do Banco Itaú, "feito para você".

Poder público

Estrutura dedicada a órgãos públicos federais, estaduais e municipais. Atua principalmente nos estados do Rio de Janeiro, Paraná, Goiás e Minas Gerais, onde adquiriu bancos estatais no processo de privatização. Em 2005, conquistou a gestão da folha de pagamento e administração de recursos financeiros da prefeitura de São Paulo, com 210 mil novos correntistas. Com isso, o número de servidores públicos que recebem salário pelo Itaú chegou a quase 2 milhões.

No Paraná, onde adquiriu o Banestado em outubro de 2000, o Itaú tinha assegurada a prestação de serviços ao estado até 26 de outubro de 2005. Em junho de 2002, por iniciativa própria, o próprio governo do estado decidiu prorrogar o contrato até 26 de outubro de 2010. Em setembro de 2005, porém, a um mês do vencimento do contrato original, o governo voltou atrás e revogou a prorrogação. O Itaú, desde então, trava batalha na justiça para assegurar a prestação de serviços no estado do Paraná.

Unidade de Pessoa Jurídica

Serviço especial para pequenas (faturamento anual entre R$ 500 mil e R$ 10 milhões) e microempresas (até R$ 500 mil). É utilizado por cerca de 115 mil das 637 mil pequenas e microempresas clientes do banco (o restante usa serviços padrões). No final de 2005, a UPJ possuía 188 unidades de atendimento exclusivo em agências do Itaú.

Itaú Empresas

Oferece serviços financeiros para cerca de 32 mil médias empresas (faturamento anual superior a R$ 10 milhões), entre eles: cash management, opções de aplicações, derivativos, seguros, planos de previdência privada, serviços de câmbio, comércio exterior, carteiras de empréstimo e financiamento, operações de giro, aquisição de bens, leasing, repasses do BNDES, exportação e importação, agronegócio, emissão de fianças nacionais e cartas de crédito ao Exterior.

Institucionais

Itaú Private Bank

Especializado em consultoria financeira para pessoas físicas com grande patrimônio

Hoje o Itaú Private Bank é o maior no seu segmento no País, e o maior da Amérina Latina

Taií

Fundada em 2004, oferece serviços de crédito. Possui uma rede própria de cerca de 110 agências, além de mais de 200 pontos de venda dentro dos supermercados da Companhia Brasileira de Distribuição (Pão de Açúcar, Extra, Extra Eletro, CompreBem e Sendas) e outros 200 pontos de venda nas Lojas Americanas. Controlado pelo Itaucred.

Itaú BBA

Atende a mais de 1.100 grandes empresas, oferecendo serviços de financiamento a subsidiárias de empresas brasileiras estabelecidas no exterior (em mais de 20 países), operações de câmbio pronto com volumes anuais superiores a US$ 13 bilhões e abertura de novos mercados para as exportações dos clientes, com operações contratadas para vários países na África, no Leste Europeu e Oriente Médio. Atua com independência ao Banco Itaú, sendo uma subsidiária do Itaú Holding.

Unibanco

O Unibanco se tornou o maior banco privado do Brasil em 3 de novembro de 2008 ao anunciar sua fusão com o Itaú. O banco é parte de um conglomerado financeiro que inclui, dentre outras, as seguintes empresas: Unibanco AIG (previdência e seguros), Fininvest (CDC), Hipercard (em parcaeira com o Bompreço, hoje Wal-Mart), Luizacred (associação com o grupo Magazine Luiza), PontoCred (associação com o grupo Ponto Frio), Tricard (associação com Grupo Martins), Banco Dibens e Unicard (líder em cartões de crédito na América Latina).


Agência do Unibanco de Deodoro da Fonseca, Natal/RN


Unibanco

Fundado em: 1924

Slogan: Nem parece banco

Indústria: Banco de varejo

Produtos: Serv. bancários

www.unibanco.com.br



História

Foi fundado na cidade de Poços de Caldas, Minas Gerais em 1924 pelo comerciante João Moreira Salles como Seção Bancária da Casa Moreira Salles. Em 1933 Walther Moreira Salles, filho mais velho com então 21 anos, assume o comando da Casa Bancária Moreira Salles. Posteriormente Walther Moreira Salles viria a ser embaixador do Brasil em Washington e o banco uma das instituições brasileiras que mais cresceram na década de 1990.

Em 15 de Julho de 1940 a instituição passa a chamar-se Banco Moreira Salles. Em 1967 a fusão com o Banco Agrícola Mercantil dá origem à União de Bancos Brasileiros S.A. também conhecida no mercado como UBB. Em 1975 todas as empresas do conglomerado recebem seu nome atual: Unibanco e em 1983 o banco muda sua matriz operacional para a cidade de São Paulo. O Unibanco tenta destacar-se no mercado financeiro brasileiro pela inovação, tendo sido o primeiro banco a permitir operações via internet para seus clientes pelo site www.banco1.net.

Atualmente (2007), o banco continua sob controle familiar (família Moreira Salles) sendo presidido pelo neto do fundador, Pedro Moreira Salles. Porém, a exemplo dos outros 2 grandes bancos privados (Itaú e Bradesco), é de capital aberto tendo forte volume de negócios tanto na Bovespa quanto (ADRs) na NYSE. Além disso, tem, desde 2004, em seu conselho de administração, o ex-Ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o ex-Presidente do Banco Central do Brasil, Armínio Fraga.

Formado tradicionalmente por aquisições, sendo as mais conhecidas a do Banco Nacional em 1995 e a da Fininvest, mais recentemente, o banco se reestruturou em 2004, tendo Pedro Moreira Salles assumido sua presidência executiva, com fortes mudanças de marca, posicionamento e estratégia.

Em 2005, as mudanças parecem ter surtido resultado, refletido na valorização de suas ações na Bovespa, onde o Unibanco alcançou aumento de cerca de 75% na sua cotação no segundo semestre de 2005.

No dia 3 de novembro de 2008, o banco Itaú e o Unibanco anunciam a fusão das operações financeiras, formando assim o maior holding empresarial do hemisfério sul, e entre os vinte maiores do mundo.


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Carga tributária inibe a competitividade

Alíquotas elevadas, incidência do mesmo tributo em várias fases da produção com restrições à compensação, cálculo de imposto sobre o seu próprio valor, pagamento às receitas federal, estadual e municipal de tributos antes de receber dos clientes pelas vendas, concentração de tributação sobre faturamento e não sobre ganhos, e uma infinidade de normas. Essas são algumas das principais características do sistema tributário nacional que não colaboram para o melhor desempenho da economia e desafiam a competitividade da indústria frente a outros mercados.

O melhor sinal desse peso seja, talvez, o patamar atingido pela carga tributária no primeiro semestre do ano: a soma dos tributos federais, estaduais e municipais arrecadados no país atingiu mais de 37% do PIB, de acordo com Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário. Boa parte desse bolo acaba sendo assumida pelo consumidor final, quando as empresas conseguem repassar esses custos. Mas a produção também arca com grande parte e tem que gerenciar o recolhimento dos tributos em seu dia a dia, inclusive financiando os valores arrecadados pelos Municípios, Estados e União.

"Além da alta da carga, o sistema tributário brasileiro exige das empresas um gerenciamento burocrático que implica em novos custos", afirma Flávio Castelo Branco, gerente Executivo da Unidade de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Na atual estrutura, os cálculos são feitos com a inclusão do próprio imposto no valor da base sobre a qual incidirá. O Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS), por exemplo, não é calculado com a sua incidência direta sobre o valor do produto. Há a inclusão do próprio tributo em sua base de cálculo.

Segundo o advogado Paulo Rogério Sehn, sócio do Contencioso Tributário do escritório Trench, Rossi e Watanabe Advogados, esse tipo de cálculo, conhecido como "cálculo por dentro", gera um custo maior do que é esperado, impede a transparência para a sua compreensão pelos contribuintes e pelo consumidor final, e exige das empresas um cuidado gerencial para a sua elaboração. Em um produto com custo de R$ 100, um tributo com alíquota de 18% não resultará em um acréscimo de R$ 18 sobre o valor da mercadoria. A alíquota efetiva será de 21,95%.

A tentativa de reduzir o efeito da "cumulatividade" de tributos também pede um esforço adicional por parte das empresas. Se não houver a devida escrituração e cálculo dos créditos e débitos referentes a esses tributos, nas operações de entrada e saída de produtos, as empresas saem perdendo. No sistema tributário brasileiro há a incidência de um mesmo tributo nas várias fases de produção, como é o caso do ICMS e do PIS e da Cofins.

Uma confecção que compra tecido de outra empresa vai pagar esses tributos. Quando a sua produção for vendida para o atacado, haverá nova incidência desses tributos, e o mesmo quando ocorrer a operação para o varejo. Para evitar o acúmulo desses tributos, há a possibilidade da empresa contabilizar os créditos ao comprar a matérias-prima, por exemplo, e compensar com o débito na hora da saída de sua mercadoria.

No entanto, há situações em que as empresas obtêm os créditos em suas compras, mas não terão débitos para compensar na vendas, como nos casos de exportação. Para desonerar as vendas de produtos ao exterior, não há incidência do ICMS na exportação. Ou seja, não haverá débito tributário na venda do produto. "Há a possibilidade de compensar com débitos tributários de outras operações, mas são criadas dificuldades pelas próprias Fazenda Estaduais para o reconhecimento das possibilidades", afirma o tributarista Júlio Oliveira, sócio do escritório Machado Associados Advogados e Consultores.

É necessário, mais uma vez, esforços para administrar essa conta tributária: a desoneração é determinada por lei federal, mas os regimes e possibilidades de compensar os créditos são estipulados por cada um dos 26 Estados e no Distrito Federal. "Há diferentes formas de apuração", afirma. Ao final, muitas empresas ficam com "estoques" de créditos de ICMS.

Andréa Háfez, para o Valor, de São Paulo - 03/11/2008

Reforma tributária volta à pauta e pode ser votada na 4ª (Quarta-Feira) - 05/11/2008



03/11/2008.


Abnor Gondim.


BRASÍLIA - Depois de ficar esquecida por causa das eleições e em razão da crise financeira internacional, a proposta de reforma tributária do governo poderá ser ressuscitada esta semana na Câmara dos Deputados. Pelo menos o deputado Sandro Mabel (PR-GO), relator da matéria, pretende pôr em votação seu parecer na comissão especial do tema, nesta quarta-feira. Pela frente, a base aliada do governo enfrentará a resistência da oposição e dos governadores do Sudeste, que consideram o momento inoportuno para apreciá-la.

O relator está convencido de que a aprovação da proposta vai ajudar o País a debelar os efeitos da crise financeira no Brasil. "A reforma tributária vai simplificar as coisas, vai deixar as empresas mais ágeis, vai aliviar as pressões para quem ganha pouco", declarou o relator ao DCI na sexta-feira passada. "O Guido Mantega [ministro da Fazenda] e o presidente Lula sabem que é importante a reforma andar", acrescentou.

Na última quarta-feira, o relator entregou seu parecer para votação. Mas, como houve um pedido de vistas coletivo pelos membros da comissão, a apreciação da matéria foi transferida para esta semana. Mabel conta com aliados de peso, como o próprio presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e o presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN). No governo, há o temor de perda de arrecadação, o que é malvisto em época de crise internacional.

Na quinta-feira passada, os governadores do Sudeste assumiram transferir o debate do projeto. Em reunião em Belo Horizonte, José Serra (SP) e Aécio Neves (MG) - ambos do PSDB - e os peemedebistas Sérgio Cabral (RJ) e Paulo Hartung (ES), afinaram o discurso voltado para sensibilizar parlamentares a adiar o debate sobre o projeto para o próximo ano. Eles contabilizam que podem influenciar 179 deputados federais.

Na visão dos governadores, é temerário mudar o regime de tributação em meio a uma crise que, para eles, está longe do desfecho. Na avaliação deles, a mudança pode levar a uma perda da arrecadação dos estados.

Mabel atribuiu o movimento dos governadores aos interessados nas próximas eleições presidenciais. "Infelizmente há um componente político para 2010 nesse gesto. O olhar mais reticente é o do Serra", disse o relator, referindo-se ao governador de São Paulo e eventual candidato do PSDB à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De qualquer maneira, o gesto dos governadores já ecoou na oposição. O líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP), disse que o momento não é o melhor para a aprovação da reforma tributária. "Nos últimos 45 dias, o quadro da economia mudou totalmente", observou Aníbal. "Sobretudo no caso das receitas, não sabemos como se comportarão em 2009. A nosso ver, é mais razoável uma atitude de cautela, de espera. Não há nenhuma questão relevante agora. Então, a reforma tributária pode ser retomada no ano que vem, a favor de um panorama mais definido na economia real, na produção e nas receitas, por exemplo, o IOF [Imposto sobre Operações Financeiras] pode ter caído fortemente", declarou.

A apreciação da reforma tributária terá também no caminho a votação de quatro destaques do projeto que cria o Fundo Soberano do Brasil (FSB), aprovado na noite da última quarta-feira pelo plenário da Câmara. Tem igualmente pela frente a Medida Provisória nº 443/08, que permite ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal constituírem subsidiárias e a adquirirem participação em instituições financeiras sediadas no Brasil, um dos instrumentos anticrise enviados pelo Palácio do Planalto ao Congresso.

Na sexta-feira passada, Chinaglia anunciou o nome do deputado João Paulo Cunha (PT-SP), ex-presidente da Câmara de 2003 a 2005, como relator da MP 443. Essa matéria passa a trancar a pauta na quinta-feira. De certa forma, além da crise, pode voltar à pauta da Câmara o escândalo do mensalão, suposto pagamento de propina aos parlamentares da base aliada. É que nesse episódio Cunha foi um dos principais acusados, mas acabou absolvido.

No Senado, a exemplo do que ocorreu na Câmara, deverá ser aprovada sem dificuldades a Medida Provisória nº 442/08, que amplia os poderes do Banco Central para negociar redesconto e empréstimos a pequenas e médias instituições financeiras em dificuldades. Segundo o presidente do Senado, já foi obtido um acordo entre as lideranças para que a matéria seja votada na próxima semana.

Apesar disso, a pauta do Senado está tumultuada, pois há 45 matérias, entre as quais cinco MPs, que estão trancando os trabalhos e têm prioridade nas votações.

A reforma tributária poderá ser ressuscitada esta semana na Câmara. Sandro Mabel (PR-GO), relator da matéria, pretende pôr em votação seu parecer na comissão especial do tema, nesta quarta-feira.

Mudança de emprego e atitude


"O agora é o único momento que temos e, o único momento que podemos controlar. Quando nossa atenção está voltada para o momento presente, apagamos o medo do futuro em nossas mentes"


"Será que você está vivendo como se houvesse somente uma opção de se trabalhar e ser feliz profissionalmente?"





"Nem tudo foi ruin na sua atual empresa (emprego atual)."

"Pergunte a si mesmo, Desejo estar certo ou desejo ser feliz?

certo = razão = portas fechadas;

ser feliz = atitude = portas abertas."






Professor Msc. Alexandre Freire
Strong - Fundação Getúlio Vargas - http://www.strong.com.br
Mestre em Administração de Empresas -
University Of Oklahoma - EUA
Especialista em Gestão de Marketing e Serviços - http://www.alexfreire.com.br

O intangível nos processos de fusões e aquisições

Integrar pessoas e culturas a negócios talvez seja o principal desafio para empresas que participam de processos de fusões e aquisições. E operações como estas têm se tornado cada vez mais comuns. Apesar de mais constantes, muitos desses acordos ainda geram insucessos para negócios que, aparentemente, não tinham como dar errado. Isso acontece pois muitas companhias levam em conta apenas os valores tangíveis das operações - ou seja, quantas sinergias de mercado e de custos a aquisição vai gerar para o negócio - sem perceber que o choque entre diferentes culturas e valores pode ameaçar o sucesso. Estudo recente, com base em 200 companhias européias, mostra que não ter levado em conta esses aspectos, gerou 90% dos maus resultados nas fusões e aquisições ocorridos no continente nos últimos três anos.

Fica evidente, então, que unir os aspectos tangíveis com os intangíveis é mais do que necessário; é a chave para o sucesso. O lado humano e comportamental é fator determinante para garantir o futuro das empresas nesse mundo aparentemente sem barreiras. A grande missão das corporações é justamente encontrar uma maneira de eliminar essas dificuldades e fazer com que o período de transição ocorra de maneira fluida.

Os valores intangíveis são compostos por três diferentes capitais: o organizacional, que engloba a cultura, o know-how, a estrutura e a forma de tomar decisões; o relacional, que diz respeito às redes de relacionamento internas e externas; e o humano, relacionado às habilidades pessoais, talentos e lideranças. A soma desses intangíveis corresponde de 60% a 80% do valor da empresa e, aquelas que não se preocupam com isso, perdem a oportunidade de construir um valor intangível mais valioso.

Nesse cenário, o papel dos líderes é fundamental, já que será deles a tarefa de nortear a transição da melhor forma. Além de viabilizar a integração, eles devem trabalhar a sinergia entre as companhias e focar na dimensão intangível de maneira aprofundada e por um período mais longo - que deve se iniciar antes da fusão e terminar meses, ou anos, após a operação ser concluída.

Os funcionários são um dos ativos mais importantes. No processo de transição eles ficam inseguros a respeito do futuro e do clima que se formará no novo ambiente de trabalho. Por isso o grande desafio dos CEOs é conhecer bem a cultura das empresas, das lideranças e dos países onde estão instaladas, saber onde estão as forças e fraquezas das companhias, escolher os modelos de cultura a serem seguidos e implantá-los de forma cuidadosa. O importante é dar espaço ao aprendizado mútuo em vez de unilateral - uma habilidade que não se consegue do dia para a noite; precisa ser bem treinada.

Para isso, é necessário desenvolvimento de uma ferramenta customizada, um modelo que defina as dimensões críticas, a fim de identificar áreas de fraquezas, os focos da transação e orientar as ações antes, durante e depois da operação. E também entender o valor estratégico desse processo e criar um contexto para políticas, negócios, processos de sistemas, marca, pessoas e culturas, ou seja, trazer objetividade para as empresas.

A dimensão intangível das fusões é uma jornada emocional, que lida o tempo todo com sentimentos e percepções distintas, capazes de influenciar fatalmente nos resultados. Operações que não levam em conta o capital da organização fazem a empresa perder muito do seu valor nos primeiros 12 meses após o processo e essa tendência permanece nos anos seguintes. O ativo humano gera valor para acionistas e é o grande diferencial frente aos concorrentes. Assim, uma integração bem feita pode gerar lucros maiores, ou tão importantes quanto os econômicos.


Jean-Marc Laouchez é líder da prática de negócios do Hay Group para América Latina - 03/11/2008 - Valor Econômico.

Você é carismático?



Você é carismático? Veja o que faz alguns profissionais serem tão queridos

03 de novembro de 2008 às 08:16

Por Karin Sato - InfoMoney


SÃO PAULO - Ele é como um imã. Alguém está com um problema sério na família? Ele é todo ouvidos, e não se importa de perder uma hora só escutando, sem falar nada. Um colega de trabalho precisa de ajuda? Ele pára tudo que está fazendo, e até esquece de suas prioridades, para ajudar. A equipe está enfurecida com a empresa e pensando em mudar de emprego? Vai consultá-lo, sem medo nenhum de que as queixas cheguem à chefia. Ele é confiável e entende todo mundo.

Estamos falando do profissional carismático. Para as pessoas ao seu redor, um misto de amigo, pai e anjo da guarda. Se você não é ele, provavelmente já conheceu alguém assim.

O administrador e palestrante Jerônimo Mendes, autor do livro "Oh, Mundo Cãoporativo!", acredita que o carismático tem uma luz diferente, uma expressão diferente e uma forma de se comunicar diferente.

Geralmente, são pessoas bem-humoradas, independentemente da circunstância; otimistas, apesar de terem os pés no chão; sorridentes - mas não a ponto de serem hipócritas -; e de bem com a vida. Também são comunicativas. Mas não no sentido de falantes. "Os carismáticos são bons ouvintes. Eles mais ouvem do que falam. Por isso acabam conquistando as pessoas. O ser humano é carente e gosta de atenção".

O outro em primeiro lugar
Por que o carismático é uma referência para muitas pessoas? Porque, para ele, as necessidades alheias vêm em primeiro lugar. "É o tipo de pessoa que não se importa em ficar uma hora seguida ouvindo alguém, sem falar nada, apenas dando espaço para o próximo. Além disso, sabe o nome e o sobrenome das pessoas, o que é muito importante em uma empresa", afirma Mendes.

As pessoas naturalmente carismáticas são solidárias, mas não de forma forçada. Elas não pensam em um tipo de retorno. "São indivíduos bons em sua essência, humildes, respeitadores e que trazem em sua história lições de vida", acrescenta o palestrante.

A executive coach da Sociedade Brasileira de Coaching, Claudia Watanabe, concorda. Para ela, a pessoa carismática é muito empática, porque consegue entender as necessidades dos outros ao seu redor. "E então as pessoas se sentem livres e confortáveis para compartilhar suas vidas, seus segredos e receios. É aquela velha história de saber ouvir".

Carisma e liderança
Mendes conta que foi o sociólogo Max Weber o primeiro a utilizar a palavra carisma, em seus estudos sobre a liderança que arrebata a imaginação das massas e inspira inabalável devoção. Com o tempo, a palavra passou a ser vinculada a figuras públicas, como artistas, políticos, empresários e religiosos, que exercem influência e fascinação sobre o público.

Segundo ele, durante muito tempo, existiu uma crença errônea de que, para liderar, as pessoas precisavam ser severas e rígidas. Hoje, estudiosos já sustentam o contrário: para liderar é importante ser carismático, ser alguém em quem todos confiam, com quem dividem seus problemas e compartilham os mesmos valores. "Pessoas não confiáveis não são carismáticas", sublinha.

Para Claudia, o ideal é que os líderes sejam carismáticos e competentes, ao mesmo tempo. "Não adianta ter uma liderança carismática se o carisma se sobrepõe à competência", garante, ao opinar que ainda existe o risco de as pessoas não respeitarem o carismático. "Por achar que ele é amigo e que entende tudo", diz. Essa situação seria negativa para a empresa.

"Mas usar o carisma na hora de dar feedback seria fantástico, porque o carismático sempre encontra uma forma mais adequada para dizer o que tem que ser dito, sem magoar ninguém", contrapõe ela.

O perigo do carisma forçado
A executive coach explica que existe o carismático por natureza, que, quando não ocupa uma posição alta na empresa, cumpre o papel de líder informal, e o carismático por necessidade ou conveniência.

O problema do carismático por conveniência é que, cedo ou tarde, seus valores entram em conflito com os valores dos outros. "Geralmente, em uma situação de risco, esse profissional coloca suas próprias necessidades e vontades em primeiro lugar".

Os outros percebem quando alguém não é carismático por natureza? "Sim", garante Claudia. "As pessoas acabam percebendo por meio do tom de voz e da maneira de falar".

Raridade
Além disso, segundo Jerônimo Mendes, os carismáticos têm algo de muito raro: a importância que eles dão à opinião alheia. Quando o carisma é forçado, justamente a indisponibilidade acabará denunciando-o. "As pessoas não têm muito tempo nem disponibilidade. Então ouvir o próximo é complicado", diz ele, ao acrescentar que a vida é feita de um eterno dar e receber.

O autor finaliza lembrando que poucos têm o dom de estabelecer uma relação de amizade e companheirismo com as pessoas ao seu redor. O carismático consegue fazer o outro se sentir melhor, porque se importa de verdade. "E é aí que surge a liderança. Liderar é fazer os outros se sentirem tão bem que eles acabam fazendo o que é necessário", diz ele. E quem tem carisma é líder, ainda que seja um líder informal, que não ocupa um cargo alto. Porque ele é visto e respeitado pelas pessoas próximas como tal.


FONTE: http://www.administradores.com.br/

sábado, 1 de novembro de 2008

Sete vidas e um pulo


ARTIGO - 21/10/2008 às 11h10

Sete vidas e um pulo, por João Renato Alves Pereira


Nem dragão, nem urso, nem leão, nem águia e sim felino de sete vidas e um pulo, o de gato. Assim é o Capitalismo nos seus mil quinhentos e cinqüenta e oito anos de sobrevida. Na sua fase pré, gerou na Europa os Estados Nacionais e foi através da Revolução Comercial, na forma de Capitalismo Imperial de Estado, que se fortaleceu em cima da miséria do feudalismo e promoveu a maior transferência de riquezas dos três As: da América, da África e da Ásia, adotando a escravidão, o genocídio de povos e culturas como estratégia de poder e riqueza . Poderia ter se extinguido aos trezentos anos, mas se transformou na segunda , das sete vidas, como Capitalismo Nacionalista , gerando a partir da Revolução Industrial, o neocolonialismo, duas guerras mundiais e uma Grande Crise Mundial , a de 29, erigindo antes, o mito do Homo Faber. Também poderia ter ficado estirado ao chão , mas se transformou na terceira das sete vidas como Capitalismo de Mercado, filho-prodígio do Iluminismo franco-britânico, individualizou os direitos, combatendo e diminuindo o Estado que ajudara a construir na fase pré , recebendo a denominação de Neoliberalismo, desfraldando a bandeira do Homo Consumus como sinônimo de riqueza mundial, “paraíso” eldorado encontrado pós Bretton Woods, o sistema. Gerou a Segunda Grande Crise Mundial, a de 2008, com recessão, mesmo com forte intervenção do Estado, e nocauteado ressurgirá como Fênix na sua quarta sobrevida, a do Capitalismo do Capital, aliás sua vocação nata , e irá partir para tudo ou nada, mandando esculpir a sua terceira criação, o Homo Economicus Obedientes , adotando-se o lema positivista de nossa Bandeira Nacional, Ordem e Progresso .
Como já defendeu o Estado, por princípio, na primeira vida; a ele associou-se por interesse na segunda; o individuo e a individuação na terceira sob a forma de mercado, aproveitará as experiências decorridas para impor e se impor com regras rígidas do positivismo capitalista, onde o igualitarismo sobrepujará as liberdades , distanciando-se do Liberalismo, sem ser socialista, tendo da Realeza Absolutista a inspiração de princípio: “Le Capital c’est moi”( parodiando Luis XIV, com sua célebre frase: “L’Etat c’est moi”).
O Capitalismo do Capital comandado por uma elite supra tudo, não supra sumo, mesclado da realeza capitalista e do altíssimo capitalismo mundial sabendo que lhe resta apenas três vidas e um felino pulo, não irá deixar a sua dirigibilidade não mãos de neo-ineptos terceirizados , irá pessoalmente pilotar a Nova Ordem Financeira Mundial, sugerida pelo esperto Sarkozi, no momento também Presidente da União Européia, ao Bush II, a Decepção, para não serem mais surpreendidos pelo apagão financeiro neoliberal e nem pelo terrorismo da volatividade de cassino. Nesse novo Bretton Woods, de refundação ou refundição do Capitalismo, adotarão uma moeda mundial, como por exemplo, o Denarius, inspirada no sistema monetário romano , que deu origem a palavra dinheiro em nosso idioma, e estabelecerão uma dura disciplina econômica , com pleno emprego, enchugamento de impostos e do próprio Estado, monitoramento e vigilância em termos de segurança pública, combate a fome e a miséria entre outros macro postulados do Iluminismo II ( um totalitarismo, síntese do Liberalismo e da sua antítese, o Socialismo).
Esse Capitalismo de Funcionamento, mais pragmático e mais ortodoxo irá drenar os recursos financeiros para a produção, praticando o ideário malthusiano, o de controle populacional, avessos que são a qualquer forma de expansão, visando pela primeira vez nas quatro vidas , mais o equilíbrio do capital e da população, do que a expansão, sendo daí por diante mais conservador do que liberal e liberal de opiniões.
Felinamente, reservará o pulo do gato, antes de se dar por vencido, quando se esgotarem as sete vidas.



Fonte: http://www.iscafaculdades.com.br
João Renato Alves Pereira - Professor Universitário, Mestre em Educação e Comunicação, Pós-graduado em Ciências Sociais Aplicadas.
Site: http://www.leiassediomoral.com.br
Blog: http://jr.pereira.zip.net/

sábado, 25 de outubro de 2008

Felicidade


Existem sentimentos que não se precisa ter nada para sentí-lo, mesmo assim muitas vezes nos limitamos dele por não possuirmos determinadas coisas.

A Felicidade é um sentimento que se pode encontrar sempre que desejamos, independentes dos momentos ou situações em que se encontra. A Felicidade não é uma situação futura, ela sempre estará presente contigo onde você desejar.

Não se limite pensando em ser feliz quando algo acontecer no futuro, pois quando o futuro chegar outros desejos serão encontrados. A Felicidade tem que ser a caminhada e não o destino, tem que se ser a busca não a medalha ou prêmio.

É possível encontrar pessoas que são felizes a todo instante, mesmo tento as piores obrigações. É possível encontrar quem está sempre infeliz, mesmo tento o melhor que a vida pode fornecer.

Seja Feliz Hoje, não espere o amanhã. Seja feliz por que você é livre, está com saúde, tem alguém que o ama, ou apenas por que está vivo e existem tantas coisas a ver e conhecer.

Não corte os galhos da árvore da felicidade, cuide dela, deixe com que cresça diariamente. Deixa que a cada dia novos galhos vão nascendo. Molhe a sua arvore de felicidade todo dia, adube-a, e logo notará que ela irá produzir flores, frutos e novas sementes de alegria e felicidade.

Felicidade não é o que você tem, mas sim aquilo que você é.



Odir de Oliveira
Engenheiro e Empresário
E-mail: odir@growtec.eng.br

Evoluir Sempre


O problema não é o seu objetivo, mas a maneira como você procura alcançá-lo. Assim, a forma de reagir às dificuldades define o campeão e o perdedor. Um perdedor é aquele que acusa, reclama e dá desculpas. Para ele, o responsável por seus insucessos é sempre o outro.

Ele culpa o chefe, a empresa, o governo; sofre e não resolve nada. Não adianta querer mudar o outro. Em primeiro lugar porque não funciona - ele não vai mudar só porque você quer. Em segundo lugar, porque este não é o caminho.

A sua vida muda quando você muda! A sua vida é conseqüência do que você é! Se você quer que seus resultados mudem, você tem que mudar antes. A sua capacidade determina o tamanho de suas conquistas. Por isso, o campeão adora vitórias - não para receber elogios, mas para conhecer a sua força. Estar vivo é estar em permanente evolução!

Crescer é difícil, mas o campeão adora esse tipo de trabalho. Ele está sempre expandindo seus horizontes, reavaliando suas atitudes e tem uma maneira poética de viver. Ele sabe que as melhores conquistas são aquelas que trazem paz de espírito, e por isso ele preza mais a sabedoria do que a genialidade.

Roberto Shinyashik
http://www.shinyashiki.com.br/

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Dia do Professor



Homenagem que recebi do Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo - SINPRO/SP, no Dia dos Professores. Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo - SINPRO/SP, situado na Rua Borges Lagoa, nº. 208, Vila Clementino, CEP: 04038-000, São Paulo/SP. Fone: (11) 5080.5988 – Fax: (11) 5080.5985


Trânsito


Faça o teste, alem de útil pode esclarecer algumas dúvidas que você possa ter.





Este e-mail traz um teste criado por ISTOÉ Online.

Embarque mo ISTOEMÓVEL e confira se você consegue escapar, com segurança, das situações de perigo enquanto dirige. Com as festas de fim de ano e as férias, aumentam - e muito - as chances de acidente na ruas e nas rodovias.

Fonte: Istoé Online.

domingo, 5 de outubro de 2008

Crise Americana em Mineirês



Com base num pouco de humor vamos explicar a tão comentada Crise Americana.

É mais ou menos assim:


O sô Brechó da Venda tem um butequim, na Vila São Luiz, e decide que vai vender cachaça ‘na caderneta’ aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados.

Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um porquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços/cachaceiros pagam pelo crédito).

O gerente do banco do seu Brechó, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constitui, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia.

Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.

Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capítais e conduzem a que se façam operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do sô Brechó ).

Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.

Até que alguém descobre que os bêubo da Vila São Luiz não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do sô Brechó vai à falência…

E toda a cadeia financeira sifu...


Willian Ferreira dos Santos
willian_limeira@vivax.com.br

Conselheiro Financeiro


Com o auxílio de leituras de revistas e jornais sapequei a idéia de dar uma de conselheiro financeiro e apresentar as dez recomendações para atuar em momento de crise.

1. Em tempos de crise é mais difícil seguir uma carteira com muitos investimentos. A questão da “diversificação reduzindo risco”, máxima da área de finanças, vale pouco nesse período, pois existe o risco sistêmico.

2. Esqueça o jornal do dia, nesta situação tentar acompanhar o mercado pode induzir a decisão errada. Concentre sempre na estratégia de longo prazo, o mercado de ações não traz rentabilidades de médio e curto prazo. Neste momento, muitas vezes o que interessa não é mais ganhar e sim reduzir a perda. Tente canalizar seu tempo ocioso com outras atividades, caminhe, pratique esporte, leia um livro.

3. Sempre exerça o exercício de conferir se seu dinheiro está seguro, e nunca deixe de certificar-se por certeza absoluta. O dinheiro em conta corrente deve estar numa instituição sem risco de quebra. Isto não é problema hoje no Brasil, mas se a crise aumentar pode atingir algumas instituições financeiras; particularmente acredito que atualmente a liquidez empoçada na tesouraria dos bancos prejudica e muito os bancos pequenos onde os grandes bancos registram uma sobra de dinheiro e acabam não emprestando aos bancos pequenos e preferem devolver ao BC (overnight).

4. Momentos de crise não são momentos de gastos. Reduza ao máximo suas despesas. Seja crítico nos gastos e evite cair nas armadilhas do consumo. Podemos dizer que a alternativa seria “economize mais”.

5. Outra dica muito importante é muito semelhante à frase “Um dia a gente ganha, outro dia a gente perde”. Tenha consciência que o risco faz parte do jogo, pois se você aplicou na bolsa (ou num fundo de ação) e agora está perdendo é necessário saber que isto fazia parte do jogo, lembre-se sempre que este investimento é de longo prazo e tenha muita paciência.

6. Sempre que tomamos a decisão pelo mercado de ações precisamos ter em mente o gráfico com o eixo X = Retorno e o eixo Y= Risco, ou seja ataxa de retorno está relacionada com a situação "que se quer" quanto maior o lucro maior o risco (É necessário sempre ter a ajuda de um consultor de investimentos na leitura deste gráfico de investimento, para melhor direcionar nossas aquisições na bolsa). Não fique murmurando se você usou um dinheiro para comprar um imóvel num fundo de ação, a decisão de assumir o risco faz parte do passado. Sua tarefa agora não é lamentar a decisão errada que fez, pois isto é conhecido como custo perdido.

7. Tudo na vida tem seu lado positivo, então aproveite o momento para aprender mais; aplicar em investimentos de risco obviamente implica em risco.

8. Pratico sempre em minha vida o seguinte lema “Time que está ganhando não se mexe”. Agora se a ação que você investiu cair, não tome a decisão de “manter” enquanto o preço atinja novamente o patamar que você investiu. Em alguns casos, o melhor é vender mesmo com perda. Muitas vezes manter uma ação que você adquiriu por $12,00 até o momento que o seu preço ultrapasse novamente a $12,00 é um parâmetro errôneo. Se for o caso, modifique radicalmente a sua carteira.

9. Momentos de instabilidades reduzem a riqueza dos investidores. Para manter um padrão de vida na aposentadoria é necessário retardar esta decisão, postergue hoje mesmo sua aposentadoria. Caso contrário, ou você gastará rapidamente o que poupou ou perderá o padrão de vida que sonhava na aposentadoria.

10. A felicidade que sonhamos e buscamos diariamente também pode ser encontrada em pequenos prazeres da vida. Remoer o dinheiro perdido não ajuda em nada, procure pensar em outras coisas além do dinheiro, sempre encontramos coisas prazerosas e gratificantes em nossas vidas, quem sabe você realize um trabalho voluntário que lhe cubra de satisfação e lhe ajude e muito, acima de quaisquer papéis, cifras e ganhos.


Willian Ferreira dos Santos
willian_limeira@vivax.com.br

Os Dez países menos afetados com a crise dos EUA


Será que nosso presidente tem razão quando afirma que a crise norte americana não afetou o Brsil? Tenho muitas dúvidas, pois para o Brasil, a má notícia na minha opinião é que os EUA é o principal parceiro comercial. A boa notícia é a possibilidade de explorar mais a relação comercial com a Índia e a China.


Segue abaixo uma relação dos 10 países menos afetados pela crise dos EUA. Será que podemos acreditar? Quem quiser maiores informações vasculhe o Link:

http://www.businesspundit.com/

Ou redirecione para:

http://www.businesspundit.com/10-countries-least-affected-by-the
-us-financial-crisis/




1. Emirados Árabes














2. Armênia














3. Marrocos














4. Malásia











5. Irã













6. Coréia do Norte















7. Tailândia














8. Romênia














9. Brasil















10. China
















Willian Ferreira dos Santos
willian_limeira@vivax.com.br

O mais sincero beijo



A foto a seguir, mostra uma cadela Dobermann lambendo um bombeiro exausto.

Ele tinha acabado de salvá-la de um incêndio em sua casa, resgatando-a e levando-a para o gramado da frente. Depois, tinha continuado a combater o incêndio.

Ela estava prenha. O bombeiro teve medo dela no início, pois nunca antes ele tinha resgatado um Dobermann. Quando finalmente o fogo foi extinto, o bombeiro sentou na grama para recuperar o fôlego e descansar.

Um fotógrafo do jornal 'The Observer' notou a Dobermann olhando para o bombeiro. Ele a viu andar na direção dele e se perguntou o que a cadela iria fazer. Enquanto o fotógrafo levantava a câmera, ela se aproximou do bombeiro que tinha salvado sua vida e as dos seus filhos e beijou-o.






'Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da Criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante.'




Willian Ferreira dos Santos
willian_limeira@vivax.com.br

Cadê o Governo?

Em 1980 o protesto contra o governo. 28 anos depois cadê o governo?





Fonte: http://bigpicture.typepad.com/comments/2008/10/
deregulaterereg.html

Eleições 2008



Ano Eleitoral, Reflexões sobre o papel do vereador

Há uma imagem negativa predominante na sociedade a respeito dos políticos em geral e do vereador em particular. A maioria considera que os vereadores são bem pagos para fazer pouca coisa e que eles pertencem à prefeitura. Boa parte da população não sabe qual a exata função do vereador, e forma idéia dela pelos costumes dos políticos tradicionais.

Diante deste quadro preocupante, desenhado por muitos políticos que nutriram uma relação clientelista com a população, ouso, tentar desmistificar alguns conceitos nocivos a todos nós.

Antes de entrarmos no que considero ser o cerne deste artigo, necessário se faz um esclarecimento: O poder legislativo, ao qual o vereador pertence é um poder independente, que tem por finalidade constitucional propor leis e fiscalizar os atos do executivo, ou seja, da prefeitura. Portanto o vereador não pode estar ligado á prefeitura, sob o ônus de ter a função de fiscalizador comprometida.

Pois bem, predomina em nossa sociedade a figura do vereador que ajuda na resolução dos problemas individuais, familiares ou do bairro para, em troca, ter o voto dos beneficiados. A regra neste tipo de relação é manter a população desmobilizada, como dependente do vereador para garantir suas necessidades supridas, situação lamentável observada nos meandros políticos de nosso país.

Esta relação clientelista, tão presente em nossos dias, além de arma eleitoral, é um dos fundamentos da corrupção. Senão vejamos: Para distribuir favores ou doações de todo tipo, que lhes são solicitados pelos seus clientes-eleitores, possivelmente o vereador tende a procurar garantir um bom volume de recursos por fora de seus vencimentos.

O clientelismo também está na base do empreguismo que incha as administrações públicas de funcionários indicados por vereadores, que lá são colocados por serem lideranças de bairros ou cabos eleitorais dos seus padrinhos políticos.

Derrotar esta prática é talvez o nosso maior desafio. E certamente a melhor forma de conter o clientelismo é mobilizar e organizar a população na conquista de direitos coletivos, para desmontar esta poderosa estrutura de corrupção e assim transformar nossas instituições públicas em instâncias realmente democráticas.

Há que se apurar a sensibilidade para ser solidário com os que sofrem, porém ser solidário significa nunca perder de vista que seu sofrimento é resultado de uma sociedade desigual que joga milhares de pessoas na indigência, enquanto o estimado leitor corre os olhos sobre este artigo. Evidencia-se portanto, que a assistência (importante, afinal as pessoas têm fome e não podem esperar), não pode ser o eixo de uma atuação parlamentar, sob o risco de não atacarmos o radical de nossas dores e ficarmos na superficialidade, como que analgésicos diante de uma doença crônica.

Cabe-nos trabalhar incansavelmente para que as pessoas se aproximem, de forma organizada, e participem das decisões que as afetam diretamente, como diz Gramchi:... Diminuir a distância entre governados e governantes.

Se é verdade que o poder emana do povo, nada mais adequado do que partilhar o poder com o povo, através de Projetos de Iniciativa Popular, Plebiscitos, Referendos Populares, Orçamento Participativo, dentre outros mecanismos legítimos. Certamente esta aproximação popular da mesa de onde saem as decisões acerca do nosso futuro, inviabilizaria qualquer prática obscura de favorecimentos pessoais em detrimento da coletividade. Trocando em miúdos: Sabemos que há corrupção. Agora, se é possível corromper uma pessoa, improvável seria corromper cem mil pessoas.

Eis, no entender deste que escreve, a chave de atuação de um vereador nesta atual conjuntura: Atuar como educador popular, organizando a sociedade para que, juntos, possamos lutar na resistência a esta poderosa lógica de política tradicional que vem corroendo a democracia e nos paralisando enquanto sujeitos da história.


Fonte: Ronei Costa Martins - Técnico em Edificações, Projetista e Desenhista - Limeira/SP. - E-mail: ronei@sengi.com.br